A arte de saber morrer

Desde que nascemos, a única certeza que temos é de nossa finitude, mas passamos a vida toda fugindo dela e amargando suas chegadas até que chegue a nossa vez.

O que muitas vezes não percebemos é que morremos sempre e morrer nem sempre é sinal de perda, mas pode ser a única possibilidade de encontrarmos sentido para viver.

A morte nos ensina que não adianta querer reter, mas, inicialmente ela nos apavora porque nos parece ser somente uma assaltante inesperada. Porém, ela está presente todos os dias quando precisamos renunciar a nós mesmos e às nossas vontades; quando precisamos deixar partir aquele que tanto queríamos por perto ou quando precisamos compreender que a necessidade do outro é mais importante que a nossa.

Não é fácil e dói, mas depois que a dor dá uma trégua podemos ressignificar o que ficou, ressurgir e reconstruir caminhos de vida nova. Parece complexo, mas não é, só requer coragem e desejo de recomeçar.

Não aprender a morrer no que é necessário enquanto estamos vivos, pode fazer com que vivamos como se já tivéssemos morrido de fato. Não morremos só quando nosso corpo perece, mas, quando deixamos de ver sentido nos dias que amanhecem.

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