Onde foi que eu errei?

Às vezes paramos diante da vida que levamos e pensamos: Onde foi que eu errei? Onde foi que eu desandei meus passos, me perdi dos meus sonhos e me esqueci de quem eu sou e das necessidades que eu tenho para ser feliz?

Esses questionamentos chegam quando já estamos muito distantes de nós mesmos e por isso nos fazem sentir um vazio tão grande que parece impossível nos achar novamente e ter motivos para que os olhos voltem a brilhar. Olhamos para tudo que construímos e parece que nada corresponde ao que um dia foi sonho ou ao que um dia buscamos.

A boa notícia é que esta sensação que pode estar impregnando sua vida de amargura não é de todo verdadeira, pois quando passamos por essa fase tendemos a fechar todos os nossos sentidos para a percepção do que ainda é bom, mas estas coisas ainda estão lá; elas existem mesmo que não estejamos aptos a percebê-las.

A outra boa notícia é que ninguém além de você pode refazer os cálculos e as rotas para dar o sentido que está faltando a sua própria vida, ou seja, você precisa do outro pra construir junto novas possibilidades, mas o desejo e o impulso são seus!

A vida vai passando e a gente vai achando que dar conta de tudo é renunciar a si mesmo a todo tempo para dar conta do outro; que ser forte é não admitir que está pesado demais e que ser vitorioso é não admitir que está perdendo as forças no corpo ou na alma.

Ao contrário, é necessário ser honesto consigo e com o outro. É preciso compreender e respeitar os próprios limites e ajudar o outro a caminhar junto com nossas potências e impotências. É preciso pedir ajuda, pedir amor, pedir amparo, suporte… e saber que isso não nos faz menores, mas nos faz humanos e não há um ser humano sequer que  consiga dar conta de todas as coisas sozinho!

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